



Partes do olho humano.
A retina tem aproximadamente 0,5 mm de espessura.
Os receptores da retina são de dois tipos: cones, para a
detecção de cores (6 a 7 milhões), e bastonetes
(75 a 150 milhões), para detecção mais sensível, em
preto e branco. A maioria dos cones está na fóvea.
Ao chegar nos receptores, a luz passa pelas partes externas das
conexões nervosas que levam a informação ao cérebro
antes de chegar nos sensores, rodopsina (púrpura vermelha) para
os bastonetes e iodopsina(púrpura violácea para os cones.
Embora a sensibilidade
dos cones sejam somente 1% da máxima dos bastonetes, os
três tipos diferentes de cones combinam seus efeitos
para produzir nossa visão de cor. Em baixos
níveis de luz (visão noturna), somente os bastonetes são ativados pela
radiação, e a visão é somente em branco e preto.
Os bastonetes têm máxima sensibilidade próximo de
5100Å, enquanto os cones próximo de 5500Å.
O diâmetro da pupila pode variar de 1,5mm a 8,0mm,
sendo necessário cerca de 5 segundos para a pupila se contrair (miose)
ao máximo e 300 segundos para se dilatar (midríase) ao máximo.
Ao passar de um lugar iluminado para um escuro,
o tempo de regeneração da rodopsina dos bastonetes
é da ordem de meia hora. A rosopsina tem um peso molecular
de cerca de 40 000 unidades de massa atômica, e
perde fragmentos da ordem de 286 unidades de massa atômica,
o retinaldeído, quando a luz incide sobre eles,
que vagarosamente se regenera. Aproximadamente 10 fótons
são necessários para ativar cada bastonete, mas vários bastonetes
precisam ser ativados para que um pulso seja enviado ao
cérebro, num total de cerca de 200 fótons.
Incluindo a combinação de receptores diferentes, alterações
na pigmentação e ajustes da abertura, o olho pode diferenciar
iluminações da ordem de um fator 109 a 1010.
O limite de visibilidade normal do olho, magnitude=6,
corresponde a cerca de 3×10-15 W,
mas o envelhecimento normal leva uma pessoa de 60 anos
a receber somente cerca de 30% da luz comparado com uma pessoa de 30 anos.
As imagens formadas pelo olho são invertidas.
Após os 50 anos, o cristalino em geral perde sua elasticidade e, portanto, sua capacidade de mudar de forma, levando à presbiopia. A distância entre o cristalino e a retina permanece fixa em cerca de 20 mm, de modo que a distância focal do cristalino precisa se alterar para permitir a focalização, por exemplo, diminuir para objetos próximos.
À opacificação do cristalino chama-se catarata.
A rodopsina e a iodopsina são constituídas de vitamina A (11-cis-retinal) ligadas a moléculas de proteína (opsina para os bastonetes, fotopigmentos vermelho, verde e azul para os cones). A redução no organismo da quantidade de vitamina A pode levar à não formação da púrpura visual suficiente para a atividade da vista.
O poder de convergência de uma lente é dado em dioptrias (Di) e é definido como o inverso da distância focal. A córnea tem cerca de 43 dioptrias e o cristalino de 13 Di, para objetos distantes, a 26 Di para objetos próximos. Como o índice de refração do ar é n=1,0002 e da córnea 1,3376, os raios luminosos são bastante desviados pela córnea. Já na água (índice de refração n=1,33) a córnea tem seu poder de focalização reduzido.
Eclipses
O Sol
Astronomia e Astrofísica
![]()