1) Quantos planetas fora do Sistema Solar já foram descobertos?
Descobertos e confirmados são mais de 500 planetas, sendo que este número total está mudando a cada dia.
2) Quais as técnicas usadas para estas descobertas?
Astrometria: esta é a técnica pioneira de detecção de planetas extra-solares, mesmo que o primeiro planeta não tenha sido descoberto por esta técnica. Através de medidas precisas de posição da estrela, pode-se inferir a presença de atração gravitacional de um corpo (planeta) orbitando a estrela. Este efeito não será medido se a órbita do planeta for de perfil. Existem limitações devido a dificuldade se medidas astrométricas com precisão suficiente para detectar perturbações causadas por planetas.
Velocidade radial: esta é a principal técnica de utilizada para a busca de planetas extra-solares. Esta técnica usa o efeito Doppler como princípio, pois o que se mede são os desvios para os comprimentos de onda vermelho e azuis das linhas de absorção da estrela hospedeira. Este deslocamento pode ser causado pela presença de um ou mais planetas orbitando a estrela. Quanto maior o planeta e mais próximo o mesmo estiver da estrela, maior será o efeito medido na estrela. Quanto menor for a estrela, maior será o efeito gravitacional "sentido" pela estrela pela presença do planeta. Portanto, com este método é mais fácil detectar planetas gigantes (tipo Júpiter) próximos das estrelas. A diferença para o método de astrometria é que o anterior mede posição e esta técnica mede a velocidade.
Trânsito: segunda técnica de maior sucesso. Quando um planeta passa em frente a estrela, a luminosidade da mesma é diminuída, uma vez que o planeta "cobre" uma fração da estrela. A dificuldade desta técnica é que detecta-se 1 trânsito a cada 50 mil estrelas que são observadas. A grande vantagem desta técnica é que esta é a única capaz de medir o raio do planeta. Utilizando algum método complementar para determinar a massa do planeta (ex.: velocidade radial), pode-se determinar características como a densidade média do planeta.
Imageamento direto: esta é a técnica de detectar fótons do planeta diretamente. A dificuldade desta técnica é que a luminosidade da estrela hospedeira é muito maior que a do planeta. Seria como querer detectar a luz refletida de um espelho de banheiro colocado ao lado de um canhão de luz estando o observador a uma distância de alguns quilômetros. Atualmente, busca-se fazer o imageamento de estrelas jovens, pois as mesmas teriam planetas também jovens, os quais ainda estariam em contração. Logo, a luminosidade destes planetas é maior e ele tem maior probabilidade de ser detectado.
Microlentes: este método usa a magnificação da passagem do planeta em frente a estrela. O maior problema deste método é que o evento de microlentes não se repete, então é necessário que haja confirmação simultânea do evento.
Tempo de Viagem da Luzeste método mede a diferença no tempo de viagem da luz quando a estrela está de um lado do centro de massa e do outro, em relação à Terra.
3) Quais as características típicas destes planetas, em termos de tamanho e distância ao seu Sol?
Os planetas extra-solares são, na maioria, planetas tipo Júpiter-quente, pois são de tamanhos comparáveis ao de Júpiter e estão bastante próximos da estrela hospedeira. Com uma base de dados de 26 anos (desde 1995), atualmente, é possível detectar planetas localizados até distâncias em que Júpiter se encontra (5 UA).
4) Que percentagem destes é semelhante à Terra?
Zero. Nenhum planeta igual à Terra foi descoberto, mas nos últimos 3 anos planetas terrestres começaram a ser detectados.
5) Quantos planetas extra-solares já foram detectados diretamente?
Já há alguns poucos planetas confirmados por imageamento direto. As grandes dificuldades são o modelamento da massa do corpo detectado e a confirmação de que o corpo esteja gravitacionalmente ligado à estrela hospedeira.