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No Sistema Solar, o maior planeta é Júpiter, com
MJúpiter=318 MTerra e MSol=1047 MJúpiter.
Entretanto a distribuição de número de objetos versus massa é contínua,
e outra definição, usada no
Catálogo de Planetas Extrassolares,
é
objetos com massas menores que 25 massas de Júpiter, pois
existe um forte redução do número de objetos com esta massa,
aumentando tanto para maiores massas quanto para menores massas.
foram descobertos, grande parte por métodos indiretos;
conforme o planeta vai avançando em sua órbita ao redor de uma
estrela,
sua força gravitacional
atrai a estrela para si (lei de ação e reação
de Newton). Durante um período completo (tempo que leva para
que o planeta complete uma órbita inteira), a
posição
da estrela sofre uma
oscilação, causada pela gravidade do planeta.
É esse "bamboleio" que indica aos astrônomos a presença de
astros orbitando essas estrelas. Quanto maior a massa do planeta, maior o
"bamboleio" da estrela. Os planetas são em geral um milhão de vezes menos
luminosos que as estrelas, e estão muito próximos delas.
Júpiter está a 5,2 unidades astronômicas (UA) do Sol, sendo 1 UA = distância Terra-Sol = 150 milhões de km. Logo a distância do Sol ao centro de massa é
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Como o seno de qualquer ângulo é sempre menor que 1, a massa real será maior ou igual à massa medida.
O bamboleio da estrela pode ser medido através do deslocamento Doppler das linhas espectrais das estrelas, isto é, medindo a velocidade.Os planetas medidos têm em geral massas próximas à massa de Júpiter (MJúpiter=317 MTerra e MSol=1047 MJúpiter) e períodos orbitais menores que 10 anos, de modo que sua perturbação na velocidade orbital radial da estrela seja maior que 1 m/s, o limite instrumental atual. Júpiter, com PJúpiter=12 anos, causa uma velocidade do Sol em torno do centro de massa de 12 m/s.
De 7455 planetas extrassolares confirmados até 26 de abril de 2025, em torno de 4943 estrelas, até 13 MJ são 5948 planetas, em 4463 sistemas, com 976 sistemas com múltimos planetas:



Em 2 de setembro de 2011, foi anunciada por Francesco Pepe e colaboradores a descoberta do planeta HD 85512 b, com 3,6 MTerra e a 0,26 UA de sua estrela, dentro da zona de habitabilidade de sua estrela, que tem 4400 K e está a cerca de 50 anos-luz de distância.

Em feveiro de 2009 o grupo do satélite COROT divulgou a detecção de COROT-Exo-7b, com uma massa de (4,8±0,8) MTerra e um diâmetro de 1,65× o da Terra mas que orbita sua estrela a cada 20 horas (Alain Léger et al. 2009, Astronomy & Astrophysics, 506, 287; Didier Queloz et al. 2009, Astronomy & Astrophysics, 506, 303); ele tem densidade média de 5,6 g/cm3 e foi o primeiro planeta extrassolar rochoso confirmado, mas está localizado tão perto de sua estrela, 0,0172 UA, que sua temperatura pode chegar a 2300 C, como o filamento de tungstênio de uma lâmpada incandescente, derretendo rochas de silicato, se existem. A estrela tem outro planeta detectado, com 8,4 MTerra a 0,046 UA da estrela. Sylvio Ferraz Mello et al. (2010), da USP, obtém (8,0±1,2) e (13,6±1,4) MTerra para os dois planetas, reanalizando os mesmos dados. A estrela tem 0,93±0,03 MSol e está a cerca de 490 anos-luz de nós. O planeta Kepler-10b, descoberto em 2011, é similar, com cerca de 4,5 massas terrestres e 1,4 raios terrestres. Depois de descobrir 32 novos planetas, a missão COROT foi encerrada porque o satélite parou de responder em novembro de 2012.
O satélite da NASA Kepler foi lançado em 6 de março de 2009, por um foguete Delta II, cuja missão era procurar por planetas tipo terrestres orbitando na zona habitável de outras estrelas. A zona habitável é aquela com temperatura que permite a existência de água líquida. O satélite foi capaz de detectar a pequena redução no brilho da estrela quando um planeta passa na frente dela. O telescópio tem um espelho primário de 1,4m de diâmetro, com uma abertura efetiva de 0,95m. Conta com 42 CCDs, cada um com 2200×1024 pixeis, cobrindo um campo de 10°×10°, e observou 156 mil estrelas de magnitudes 9 a 16. Ele era capaz de detectar um trânsito de um planeta como a Terra (variação de 1/12000) para estrelas mais brilhantes que magnitude 12. A variabilidade intrínseca do Sol é da ordem de 1/100 000). Ele detectou por exemplo o Kepler 11f, com 2,3 massas terrestres mas com densidade de 0,7 g/cm3, e Kepler 11b com 4,6 massas terrestres, mas somente 1,4 raios terrestres, densidade de 3,1 g/cm3 e um período orbital de 0,84 dia, 20× mais próximo de sua estrela Kepler 11, do que Mercúrio está do Sol. A estrela é muito similar ao Sol.

Philip S. Muirhead e colaboradores, publicaram em janeiro 2012, a detecção de três planetas em torno da estrela de baixa massa KOI 961, com 0,13±0,05 MSol, e propõem que os planetas tenham raios menores do que o da Terra, com o menor deles similar a Marte, com raio 0,57±0,18 RTerra, o menor planeta em torno de uma estrela normal já detectado.
O sistema Kepler 20, em torno da estrela 2MASSJ19104652+4220194, com Tef=5455±100 K, massa 0,912±0,034 MSol e raio 0,944±0,005 RSol, tem pelo menos 3 sub-netunianos, com massas 8,7±2,2 MTerra, 16,1±3,5 MTerra, e 20,1 MTerra, e raios 1,91±0,16 RTerra, 3,07±0,25 RTerra e 2,75±0,23 RTerra [Thomas N. Gautier III e outros, 2012, Astrophysical Journal, 749, 15, e ainda 2 outros possivelmente com raios similares à da Terra, 1,03 RTerra e 0,87 RTerra [François Fressin e outros, 2012, Nature, 482, 195].
Dos 1235 candidatos a planetas anunciados pela missão Kepler até agosto/2011, somente 68 (menos de 6%) eram do tamanho da Terra, muito menos do que esperado. Mas o problema é que a variação média das estrelas (20 partes-por-milhão) é maior do que a do Sol (10 ppm). O satélite parou de funcionar em maio de 2013, com 3548 candidatos e 135 planetas confirmados. Geoffrey W. Marcy e colaboradores da missão Kepler publicaram em 2014 (Astrophysical Journal Supplement, 210, 70) a medida de seis planetas com densidades acima de 5 g/cm3 e, portanto, rochosos, com raios inferiores a dois raios terrestres.
Em 26 de fevereiro de 2014, usando a estabilidade de sistemas com mútiplos planetas e a inestabilidade de sistemas com mútiplas estrelas, o time
do
satélite Kepler confirmou a existência de mais
715 planetas extrassolares orbitando 305 estrelas, incluindo 4 com raios menores que 2,5 vezes
o raio da Terra e na zona de habitabilidade de suas estrelas.
Em maio de 2016,
tres anos depois que a missão terminou por falha em dois posicionadores, o time definiu como improvavel só os que tivessem mais de 1% de chance de serem outras coisas, confirmando então 1935 planetas.
O sistema Kepler-62, a 1200 anos-luz de distância, tem 5 planetas, todos dentro da zona de habitabilidade. Kepler-62e e 62f têm massas similares à massa da Terra e devem estar cobertos de água líquida. O catálogo final da missão original, em 2017, incluiu 2335 planetas confirmados.
A missão K2 - operação com somente duas rodas de reação - operou até outubro de 2018, quando acabou o combustível do satélite Kepler. Analises posteriores mostram que o satélite conformou 2778 planetas extrassolares..
Em 2005 o Telescópio Espacial Hubble mediu por espectroscopia durante trânsito, a presença de metano (CH4) na atmosfera do planeta HD189733b, com 1,13 MJ, período orbital de 2,2 dias, a 63 anos-luz de distância e com ventos de 8600 km/h e temperatura de 900°C. Sódio foi medido em 2008 e 2015, com observações em telescópios no Texas (HET) e no Chile (ESO), água pelo Telescópio Espacial Spitzer em 2007 e em 2018, no Telescópio Galileo. Em 2022, o James Webb Space Telescope, lançado em dezembro de 2021, descobriu metano e dióxido de carbono na atmosfera do K2-18b, com 8,6 massas terrestres a 120 anos-luz de distância. Em 2023 o JWST descobriu um planeta LHS 475 b, com 99% do diâmetro da Terra, portanto com composição rochosa similar, a uma distância de 41 anos-luz, com massa de 0,979 MT e temperatura de 313 C. A estrela é uma M3.5V, com Tef=3312 K e 0,2789 R⊙. Foi possível obter um espectro de transmissão da atmosfera do planeta, mas nenhuma linha foi detectada. Em abril de 2025 foi anunciado a detecção de sulfeto de dimetila (DMS) e o dissulfeto de dimetila (DMDS) com o James Webb Space Telescope, no K2-18b, na Terra produzidos principalmente por bactérias e fitoplâncton nos oceanos, mas podem ser gerados por processos geológicos, como vulcanismo.
Trappist (Transit Planets and Planetesimals Small Telescope)-1, uma anã vermelha M8V (M=0,080 M⊙) com Tef=2550 K, magnitude visual 18,8, localizada a 39 anos-luz (12,1 pc) de nós na constelação de Aquário, é um sistema com 7 planetas rochosos, com 3 deles com alta probabilidade de ter água líquida na superfície, isto é, na zona habitável, foi descoberto em 2017. Os períodos orbitais vão de 1,5 a 18,8 dias.
Em 2018 foi lançado o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite, monitorando 24°×90° a cada 27 dias.
Tem cameras
de 15 cm de diâmetro, e está observando todo o céu, excluindo a Via Láctea, procurando e encontrando trânsito de planetas em torno de estrelas brilhantes. Em sete anos de observações, já encontrou 620 exoplanetas confirmados e 7576 candidatos.

Métodos diferentes encontram planetas em distâncias diferentes.
como o planeta extrassolar com (5±2) massas de Júpiter, T=1250±200 K, fotografado em 2004
com um dos telescópios de 8,2 m do ESO, companheiro de uma anã-marrom,
com 25 massas de Júpiter, pelo time liderado por Gael Chauvin (Chauvin et al. 2004,
Astronomy & Astrophysics, 425, L29).
Ele está a 230 anos-luz, em TW Hydrae, e tem 8 milhões de anos. Sua separação da estrela
corresponde a 55 UA (778 milisegundos de arco).
Em setembro de 2008, Dr. David Lafrenière,
Prof. Ray Jayawardhana e
Prof. Marten van Kerkwijk, da Universidade de Toronto, usam o
telescópio Gemini,
de 8 metros de diâmetro, para fotografar
e obter o espectro de um planeta extrassolar gigante, com 17±6 MJúpiter,
em torno da estrela CT Cha.
A estrela é uma K7V, com 0,85 MSol,
com Tef=4100K, a cerca de 500 anos-luz da Terra,
o planeta tem
Tef=1800K, é cerca
de 8 magnitudes mais fraco que a estrela, e está a cerca de 330 UA dela.
Combinação de imagens do Gemini (8m) e Keck (10m)
por Christian Marois e colaboradores, do Canadá,
de novembro de 2008, mostra que
existem pelo menos três
planetas no sistema da estrela HR 8799,
com massas entre 5 e 13 massas de Júpiter (video).
Eles obtiveram a primeira imagem de um sistema planetário extrassolar, a 130 anos-luz, na constelação de Pegasus. A estrela é jovem e tem 1,5 MSol.
Em julho de 2024 o JWST imageou um exoplaneta a 12 anos-luz da Terra, ε Eridani A b, em torno de uma estrela tipo K, com idade similar à do Sol, mas um pouco mais fria, com o coronógrafo MIRI, com massa acima da massa de Júpiter, mas o exoplaneta mais frio detectado até agora, com somente 2 C. É o decimo segundo exoplaneta mais próximo da Terra detectado.



Fotos de discos proto-planetários, obtidos com o Telescópios Espaciais Hubble (HD 107146, a 88 anos-luz e com cerca de 50 a 250 milhões de anos)
e Spitzer (AU Mic, a 32 anos-luz e com 12 milhões de anos).

A primeira detecção de matéria asteroidal em torno das estrelas ocorreu em 2008
com a descoberta de piroxeno rico em ferro,
enstatita (piroxeno rico em Mg) e
forsterita (olivina - silicato de ferro magnésio)
em torno da anã branca G 29-38 e cerca de 20 anãs brancas já são conhecidas
com material asteroidal caindo sobre a estrela, depois da disrupção por
forças de maré.
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