
Imagem da Nova Cygni 1992 obtida em 1994 com
a Faint Object Camera, da ESA, acoplada ao Telescópio Espacial
Hubble, da NASA. Nova Cygni 1992,
que está a 10 430 anos-luz da Terra,
na constelação do Cisne, foi vista em 19 de fevereiro de 1992,
e a imagem mostra o anel de matéria ejetada na explosão.
Existem registros históricos de supernovas desde 1300 a.C.,
mas as mais bem conhecidas são a da Nebulosa do Caranguejo (SN 1054),
a SN 1572, a SN 1604 e a SN 1987A. Nessa nomenclatura, as iniciais
SN indicam supernova, e o número que segue é o ano da
descoberta.
A SN 1006 foi a mais brilhante registrada na história, atingindo magnitude aparente -7.5 (16× mais brilhante que Vênus).
Esta SN Ia a 2,2 kpc de distância foi avistada no sul da Europa, Norte da África, China e Japão, na constaleção Lupus.
A SN 1054 foi
observada pelos chineses; a
SN 1572 foi observada por Tycho Brahe,
na constelação da Cassiopéia,
e foi mais brilhante que Vênus,
atingindo magnitude aparente -4;
a SN tipo Ia SN1 604 foi observada por Johannes Kepler,
na constelação da Serpente (Ophiucus),
atingindo magnitude aparente -3; e finalmente a
SN 1987A descoberta por Ian Shelton
em 23 Fev 1987, atingiu magnitude aparente 3,
na Grande Nuvem de Magalhães (d=50 kpc, m-M=18,54±0,13),
a primeira visível a olho nu desde
1604,
foi observada por um grande número de astrônomos profissionais e
amadores
e foi o resultado da explosão da supergigante azul
Sanduleak -69° 202.


Imagem da SN 1987A obtida
no ótico (Hα)
com a Wide Field Planetary Camera 2
do Telescópio Espacial Hubble em 1994, mostrando 3 anéis
em volta do material ejetado na explosão detectada na Terra em
fevereiro de 1987, mas que na verdade ocorreu 163 000 anos
atrás, já que esta é a distância em anos luz para a
Grande Nuvem de Magalhães,
galáxia anã irregular, satélite da Via Láctea
(Grzegorz Pietrzynski, Dariuz Graczyk, Wolfgang Gieren et al. 2013, An eclipsing-binary distance to the Large Magellanic Cloud accurate to two per cent, Nature, 495, 7439, 76). A estrela
supergigante azul de aproximadamente 25 M⊙
que explodiu
havia sido observada antes da explosão.
A SN1987A foi também a primeira para a qual os
neutrinos
emitidos na explosão foram detectados na Terra.
Richard McCray (1993, Annual Review of Astronomy and Astrophysics, 31, 175)
inferiu que a SN 1987A expeliu 1 M⊙
em oxigênio.
A supernova
super-brilhante 2006gy
foi causada pelo colapso de uma estrela massiva.
Se a supernova fosse devido ao colapso de uma anã-branca, ela deveria ter sido 1000× mais
brilhante em raio-X do que detectado pelo Chandra.
Na imagem no ótico à esquerda, a fonte mais fraca é o núcleo
da
galáxia S0/Sa NGC 1260,
a 238 milhões de anos-luz de nós.
No raio-X, as duas fontes são parecidas.
Cada imagem tem 2,5 segundos de arco.
A energia emitida, 1×1051 ergs, corresponde a 22 M⊙ de 56Ni.



Já as supernovas, muito mais raras [1/(50 anos)], têm energia cinética da ordem de 1050 a 1051 ergs, luminosidades de 109 a 1010 L⊙, aumento de brilho em poucos dias e decréscimo em centenas de dias.
O primeiro espectro de uma supernova foi obtido em 1885 pelo alemão Hermann Carl Vogel (1841-1907), de S Andromedae, três dias antes do espectro obtido pelo húngaro Nicholas von Konkoly [Miklós Konkoly Thege (1842-1916)].
As supernovas
são classificadas
em dois tipos principais,
de acordo com a classificação proposta em 1941 pelo astrônomo alemão
Rudolph Leo Bernhard Minkowski (1895-1976):

Em galáxias espirais massivas, ocorre aproximadamente 1 SN Tipo I a cada 100 anos, e 1 SN Tipo II a cada 30 anos. As supernovas tipo II ocorrem por implosão do núcleo em estrelas massivas e são observadas somente nos braços de galáxias espirais e em galáxias irregulares, onde há formação estelar recente, já que as estrelas massivas evoluem rapidamente. São um pouco (≈2 mag) menos luminosas (em fótons) do que as tipo I.
As supernovas tipo I ocorrem tanto em galáxias espirais quanto em elípticas. Recentemente algumas SN Tipo I e, portanto, sem linhas de hidrogênio, foram descobertas nas vizinhanças de regiões H II e em braços espirais, e receberam a denominação de tipo Ib, enquanto as tipo I clássicas, que apresentam forte absorção de silício, são chamadas de Tipo Ia.
David Branch et al. (2006, Comparative Direct Analysis of Type Ia Supernova Spectra. II. Maximum Light, Publications of the Astronomical Society of the Pacific, 118, 560), concluem que há disrupção total da progenitora na SN Ia, pelo menos das normais.

As supernovas tipo Ib são oriundas da queima explosiva de carbono ou colapso do núcleo em estrelas deficientes em hidrogênio, como as Wolf-Rayets. As estrelas Wolf-Rayet, uma etapa da evolução de estrelas de alta massa, foram descobertas em 1867 pelos franceses Charles J.F. Wolf (1827-1918) e Georges A.P. Rayet (1839-1906) por apresentarem linhas de emissão no espectro, são variáveis quentes (Tef≃50 000 K) e têm um envoltório de poeira e gás ejetado da estrela pela forte pressão de radiação.

A explosão das supernovas em geral se dá por ignição explosiva do carbono (ou captura de elétrons em um núcleo de O-Ne-Mg), para progenitoras de massa intermediária (cerca de 8±1,2 M⊙), ou por colapso gravitacional (desintegração do Fe), para as estrelas massivas. Este limite foi calculado por Stephen J. Smartt, J. J. Eldridge, R. M. Crockett, & J. R.Maund (2009, Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, 395, 1409), que também estimou que 27% das SN são termonucleares tipo Ia, enquanto as de colapso de núcleo correspondem a 59% pelo tipo II e 29% do tipo Ib/c. Para as estrelas de massa pequena e intermediária (0,8 a 8 M⊙), a emissão de neutrinos no núcleo degenerado remove energia térmica suficiente para inibir a ignição do carbono, até que a perda de massa no ramo das gigantes e ramo assintótico seja suficiente para a estrela tornar-se uma anã branca, ou que seu núcleo atinja a massa máxima para uma anã branca.
Para estrelas que nascem com massa acima de ≃10 M⊙, quando o núcleo atinge a massa de Chandrasekhar, a densidade central é tão alta que inicia a queima do carbono. Inicialmente a energia nuclear é transportada por convecção, durando cerca de 1000 anos. Quando a temperatura central atinge 109 K, o tempo de queima nuclear torna-se mais curto que a escala de tempo de convecção, e a energia nuclear não é mais transportada para fora rapidamente, iniciando uma queima explosiva, a explosão termonuclear.
Se a estrela tornou-se uma anã branca, seu núcleo deve ser rico em carbono e/ou oxigênio. Se a anã branca acreta massa de uma binária companheira a taxas tão altas para que explosões como nova não ocorram, então a ignição do carbono ocorrerá em um gás altamente degenerado (ρ ≃ 2 a 4×109g/cm3 e T≃108 K). O mesmo ocorre quando uma AGB acreta massa ao núcleo degenerado pela queima do He em uma camada. Nestas condições a pressão do gás é praticamente independente da temperatura e, consequentemente, o aquecimento do núcleo não causa a expansão e subsequente esfriamento do núcleo. Embora a emissão de neutrinos esfrie o núcleo, a taxa de reação para a queima do carbono é tão sensível à temperatura que a queima de carbono aumenta até uma explosão descontrolada. Como consequência da alta taxa de queima de carbono, a temperatura torna-se alta o suficiente para a queima quase simultânea do oxigênio e do silício, sintetizando 56Ni e 56Co, que são transformados em 56Fe. A energia liberada pelas reações nucleares (≃2×1051 ergs) torna-se maior do que a energia de ligação gravitacional do núcleo degenerado (≃ 3×1050 ergs), e a estrela é totalmente dispersada no espaço.
Estrelas mais massivas que cerca de 11 M⊙ queimam o carbono, o oxigênio e o silício - em núcleo não degenerado - e seus núcleos são formados por elementos do grupo do ferro quando, mais tarde, se inicia o colapso gravitacional.

| Estágio | Tempo | Combustível | Produto | Temperatura | Densidade | Luminosidade | Neutrinos |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| (109K) | (g/cm3) | (L⊙) | (Lν⊙) | ||||
| Hidrogênio | 11 M anos | H | He | 0,035 | 5,8 | 20 mil | 1800 |
| Hélio | 2 M anos | He | C,O | 0,18 | 1390 | 44 mil | 1900 |
| Carbono | 2000 anos | C | Ne,Mg | 0,81 | 2,8×105 | 72 mil | 3,7×105 |
| Neonio | 0,7 anos | Ne | O,Mg | 1,6 | 1,2×107 | 75 mil | 1,4×108 |
| Oxigênio | 2,6 anos | O,Mg | Si,S,Ar,Ca | 1,9 | 8,8×106 | 75 mil | 9,1×108 |
| Silício | 18 dias | Si,S,Ar,Ca | Fe,Ni,Cr,Ti | 3,3 | 4,8×107 | 75 mil | 1,3×1011 |
| Colapso | 1 s | Fe,Ni,Cr,Ti | neutrons | >7,1 | >7,3×109 | 75 mil | >3,6×1015 |
Uma supernova tipo Ia ocorre quando a massa acretada de uma binária próxima, ou colisão com outra anã branca, faz com que a massa do núcleo degenerado supere (ou se aproxime de) a massa de Chandrasekhar. Nesse momento, ocorre uma detonação em uma camada acima do núcleo, pois a parte central é resfriada pela emissão de neutrinos. A detonação se move para dentro e para fora, rompendo a estrela.
A liberação de energia na combustão degenerada do C é tão rápida que se dá instantaneamente, em uma camada extremamente fina. Somente depois da queima total é que a próxima camada esquenta o suficiente para iniciar a queima. Ocorre, portanto, uma frente de queima que provoca uma onda de choque, supersônica. Se essa compressão é suficiente para iniciar a queima, a frente de combustão coincide com a frente de choque e chama-se frente de detonação (super-sônica).
Se a compressão pela onda de choque não for suficiente para iniciar a ignição, o transporte de energia por convecção, ou condução, aumentará a temperatura mais lentamente, gerando uma frente de queima subsônica e chama-se deflagração. Nesse caso, a densidade e pressão diminuem.
Uma onda de deflagração ocorre quando o combustível é aquecido pela queima violenta na frente de queima. Já uma onda de detonação ocorre quando a queima é tão violenta que o combustível queimado se expande tão rapidamente que impinge uma onda de choque no combustível não queimado, comprimindo-o e aquecendo-o até iniciar a combustão. Neste caso a energia térmica se transfere não por condução ou radiação difusiva, mas pelo movimento hidrodinâmico que causa o aquecimento por compressão.
A ignição do carbono em núcleo degenerado procede instantaneamente, com a queima do O, do Si, chegando a Fe.
Não existe, ainda, uma teoria completamente desenvolvida para esse
evento, mas as soluções numéricas
favorecem a deflagração
(subsônica), pois a energia interna é de
|
Jeremiah W. Murphy & Casey Meakin (2011, A Global Turbulence Model for Neutrino-Driven Convection in Core-Collapse Supernovae), propõe que a turbulência reduz a luminosidade de neutrinos, permitindo a explosão.
Uma estrela de
M=15 M⊙
foto-desintegra-se com
ρ≃
4×109 g/cm3 e
Tc≃8×109 K.
A existência de estrelas de nêutrons garante que houve colapso,
pois não é possível chegar a esse estado em equilíbrio
hidrostático.
Em um colapso para estrela de nêutrons, podemos estimar a
energia liberada como:
|
|
Como a energia de ligação de uma estrela de nêutrons de massa M
é aproximadamente
ergs,
esta quantidade de energia precisa escapar
para que uma estrela de nêutrons se forme. A maior parte da
energia escapa na forma de neutrinos.
Embora a matéria estelar normal seja transparente aos neutrinos,
no núcleo de uma estrela em colapso a densidade chega a
e a energia dos
neutrinos é da ordem de
MeV. Como o livre caminho
médio é dado por
Os modelos precisam incluir a rotação, a não esfericidade do colapso, o aquecimento devido ao decaimento radiativo, principalmente do 56Ni para o 56Co, com vida média de 6,10 dias (E=2,136 MeV) e deste para o 56Fe, com vida média de 77,12 dias (E=4,566 MeV). A energia só pode ser usada depois do decaimento, o que prolonga o brilho da supernova. Os modelos precisam também incluir a dinâmica, já que as camadas externas expandem com velocidades de cerca de 5000 km/s (SN tipo II) e 10 000 km/s (SN tipo I). A SN 1987A, a mais brilhante desde a invenção do telescópio, ejetou cerca de 15 M⊙ e 1,7×1051 ergs. Cerca de 0,075 M⊙ de 56Ni decairam. Em comparação, outra SN tipo II, a SN 1980K, ejetou somente 2,2 M⊙, energia de 1,0×1051 ergs e a mesma quantidade de 56Ni. Para as SN I, que são majoritariamente explosões de anãs brancas por acréscimo, a massa ejetada é da ordem de 1,1 a 1,3 M⊙ e as massas de 56Ni variam de cerca de 0,075 a 0,692 M⊙.
Uma supernova SN II normal libera cerca de 1051 ergs em energia cinética, a massa de Fe é de cerca de 0,1 M⊙, independentemente da massa da progenitora, mas a massa transformada em elementos α: O, Ne, Mg. Si, S, Ar, Ca e Ti são maiores para as estrelas mais massivas, porque provêm de um manto maior.



Takashi Hosokawa, Kazuyuki Omukai, Naoki Yoshida & Harold W. Yorke (2011 Science 334, 6060, 1250) com o resultado de suas simulações incluindo radiação e hidrodinâmica, propõe que o disco circumstelar é evaporado pela radiação ultravioleta quando a protoestrela atinge 43 M⊙, o que explicaria a aparente ausência de supernova por instabilidade de pares de estrelas massivas de Pop. III.

Quando derivamos a Massa de Chandrasekhar, indicamos que as estrelas de nêutrons têm massa próxima de 1,4 M⊙, mas raio da ordem de 11 km, pois seguem as mesmas regras de férmions ultrarelativísticos, isto é, com v≃c, mas com a massa do nêutron. Podemos usar a massa e o raio de Landau, que não dependem da massa da partícula
Observações com o observatório Chandra da estrela de nêutrons mais brilhante conhecida, RX J1856.5-3754 (Jeremy Drake et al. 2002, The Astrophysical Journal, 572, 996), mostram Tef= 700 000 K. A coluna de hidrogênio derivada favorece a medida de paralaxe de 140 pc derivada pelo Hubble Space Telescope e leva a um raio implicito de R=3.8-8.2 km, muito pequeno para ser consistente com modelos normais de estrelas de nêutrons, indicando que a estrela estaria na forma de matéria de quarks. A maior parte das equações de estado de estrelas de nêutrons produz um raio maior que 12 km, para qualquer massa (Pawel Haensel 2001, Astronomy & Astrophysics, 380, 186). A estrela foi originalmente descoberta em 1996 pelo satélite alemão Roetgen. Mas a análise de Frederick M. Walter e James Lattimer, da the State University of New York, Stony Brook (2002, Astrophysical Journal Letters, 576, L145), de uma imagem do HST com a WFPC2 resulta em d=(117±12) pc e R=15 km, consistente com matéria de nêutrons normal. A análise do espectro, sem linhas, por Frederick M. Walter et al. (2004, Advances in Space Research, 33, 4, 513) concorda que matéria estranha não é necessária. Wynn C. G. Ho (2007, Monthly Notices of the Royal Astronomical Society 380, 71) obtém um raio de 14 km, também consistente com uma estrela de nêutrons normal.
As observações da estrela de nêutrons 3C58, pulsar J0205+6449, com período de 65 ms, a 3,2 kpc de distância por Patrick Slane, Steven Murray, e David Helfand (2002, Astrophysical Journal, 571, L45), não detectaram raio-X térmico do corpo central, mostrando que ela está muito mais fria (Tef < 1,13×106 K) do que deveria, para esta estrela que é a mais jovem estrela de nêutrons conhecida. Ela é supostamente a remanescente da SN 1181. Os detalhes do interior das estrelas de nêutrons ainda não são bem conhecidos devido a nossa ignorância dos detalhes da força forte em altíssimas densidades. Como o esfriamento é dominado pela emissão de neutrinos e, dependendo do modelo, condensados de píons ou káons ou matéria de quark podem ser formados, aumentando drasticamente a emissão de neutrinos e esfriando a estrela mais rapidamente. Desta maneira a medida da temperatura pode diferenciar os modelos com ou sem formação de matéria exótica.
Paul B. Demorest, T. Pennucci, S. M. Ransom, M. S. E. Roberts & J. W. T. Hessels (2010, Nature, 467, 1081) estimam a massa de (1,97±0,04) M⊙ para o pulsar binário PSR J1614-2230, com período de spin de 3,1508076534271(6)ms e dP/dt=9,6216(9)× 10-21 s/s, período orbital de 8,6866194196(2) dias com uma anã branca de 0,500(6) M⊙.
Um candidato a buraco negro estelar é a estrela Cygnus X1, descoberta pelo satélite de raios-X Uhuru (liberdade em Swahili, a língua do Quênia, onde o satélite foi lançado em 12.12.1970). Tom Bolton descobriu que o sistema consiste da
Outros buracos negros também foram
detectados em sistemas binários que emitem raio-X, do
gás da estrela companheira acelerado pelo buraco negro.
| Sistema | Porbital | f(M) | Doador | Classificação | Massa |
|---|---|---|---|---|---|
| [dias] | Tipo Espectral | [M⊙] | |||
| GRS 1915+105 | 33.5 | 9.5±3.0 | K/MIII | LMXB/Transiente | 14±4 |
| V404 Cyg | 6.471 | 6.09±0.04 | K0IV | 12±2 | |
| Cyg X-1 | 5.600 | 0.244±0.005 | 09.7Iab | HMXB/Persistente | 10±3 |
| LMC X-1 | 4.229 | 0.14±0.05 | 07III | >4 | |
| XTE J1819-254 | 2.816 | 3.13±0.13 | B9III | IMXB/Transiente | 7.1±0.3 |
| GRO J1655-40 | 2.620 | 2.73±0.09 | F3/5IV | 6.3±0.3 | |
| BW Cir | 2.545 | 5.74±0.29 | G5IV | LMXB/Transiente | >7.8 |
| GX 339-4 | 1.754 | 5.8±0.5 | |||
| LMCX-3 | 1.704 | 2.3±0.3 | B3V | HMXB/Persistente | 7.6±1.3 |
| XTE J1550-564 | 1.542 | 6.86±0.71 | G8/K8IV | LMXB/Transiente | 9.6±1.2 |
| 4U 1543-475 | 1.125 | 0.25±0.01 | A2V | IMXB/Transiente | 9.4±1.0 |
| H 1705-250 | 0.520 | 4.86±0.13 | K3/7V | LMXB/Transiente | 6±2 |
| GS 1124-684 | 0.433 | 3.01±0.15 | K3/5V | 7.0±0.6 | |
| XTE J1859+226 | 0.382 | 7.4±1.1 | |||
| GS 2000+250 | 0.345 | 5.01±0.12 | K3/7V | 7.5±0.3 | |
| A 0620-003 | 0.325 | 2.72±0.06 | K4V | 11±2 | |
| XTE J1650-500 | 0.321 | 2.73±0.56 | K4V | ||
| GRS 1009-45 | 0.283 | 3.17±0.12 | K7/M0V | 5.2±0.6 | |
| GRO J0422+32 | 0.212 | 1.19±0.02 | M2V | 4±1 | |
| XTE J1118+480 | 0.171 | 6.3±0.2 | K5/M0V | 6.8±0.4 |

O artigo de Volker Brown (2014, Science, 345, 6199, 868), sobre o artigo de Wako Aoki, N. Tominaga, T. C. Beers, S. Honda, Y. S. Lee (A chemical signature of first-generation very massive stars) explica como a produção de pares por fótons energéticos no núcleo de estrelas supermassivas leva à supernova por produção de pares, muito mais energética do que SN I ou SN II, pois os pares contribuem pouco para a pressão, totalmente dominada pelos fótons. Quando os pares são formados, a pressão cai e a estrela colapsa (Pair Instability Supernova).
Como na explosão de uma supernova mais de 0,5 M⊙ colapsa a velocidades próximas da luz, precisamos utilizar a relatividade geral. Do mesmo modo, a estrutura das estrelas de nêutrons e buracos negros não pode ser tratada com a mecânica Newtoniana utilizada até aqui. Ela necessita da Relatividade Geral.
Rachid Ouyed, Denis Leahy, Nico Koning, & Jan E. Staff
(2014, arXiv:1410.4264)
propõe que as observações da SN 2014J indicam a explosão de um núcleo de quarks.
Edo Berger Short-Duration Gamma-Ray Bursts, 2014, Annual Review of Astronomy and Astrophysics, 52, 43
Se uma explosão de supernova ocorrer dentro de uma distância de cerca de um kiloparsec e
seu feixe colimado de raios-γ vier na direção da Terra, a radiação destroi a camada
de ozônio, formando nitratos, e a radiação ultravioleta do Sol atingiria a Terra
(Yuko Motizuki et al.,
An Antarctic ice core recording both supernovae and solar cycles, arXiv:0902.3446v1)
.
Carolyn L. Doherty, Pilar Gil-Pons, Lionel Siess,
John C. Lattanzio & Herbert H.B Lau (2014,
Super and massive AGB stars - IV. Final fates - Initial to final mass relation, arXiv1410.5431v1),
calculam a massa limite de queima de carbono para
diferentes metalicidades. Os modelos foram calculados sem dependência da metalicidade na perda de massa, e eles obtém 1,06 M⊙
como limite para a mudança de composição do núcleo de C/O para O/Ne.
Catálogo de Variaveis Cataclismicas
Catálogo de Supernovas
S. Banerjee, K. Belczynski, C. L. Fryer, P. Berczik, J. R. Hurley, R. Spurzem & L. Wang
(2020, Astronomy & Astrophysics, 639, A41) calculam os efeitos de coalencência de buracos negros e estrelas de nêutrons e o crescimento de buracos negros por acresção de massa.
A colaboração LIGO-VIRGO-KAGRA de detecção de ondas gravitacinais (2025, Black Hole Spectroscopy and Tests of General Relativity with GW250114, arXiv 2509.08099) confirma observacionalmente o Teorema da Área de Stephen Hawking (1942-2018) de 1971, e demonstra que os buracos negros são do tipo Kerr [Roy Kerr (1934-), com rotação.
Dan Maoz, Filippo Mannucci, & Gijs Nelemans, 2014, Observational Clues to the Progenitors of Type Ia Supernovae, Annual Review of Astronomy and Astrophysics, 52, 107
Próxima: Equilíbrio Hidrostático na Relatividade Geral
Volta: Interiores Estelares
Anterior: Função Luminosidade
©