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O equilíbrio energético nos dá a energia liberada
em cada reação nuclear;
se considerarmos a reação genérica
 |
(1.67) |
o princípio de conservação de energia
demanda a igualidade:
onde
é a energia cinética do centro de massa
de
e
, e
é energia cinética do centro de massa
de
e
.
Com a energia liberada por reação,
e com o número de reações por unidade de volume
por segundo,
podemos calcular a energia liberada por unidade de volume
por segundo. Para isto, precisamos definir a seção
de choque da reação,
. A seção de choque
é uma medida da probabilidade de ocorrência da reação,
por par de partículas. Na nossa reação genérica,
em que um núcleo
é bombardeado por um fluxo uniforme
de partícula
, a seção de choque é
definida como:
O nome seção de choque advém da unidade, área, e porque
o número de reações pode ser calculado assumindo-se que
o núcleo
tem uma área
e que uma reação ocorre
sempre que uma partícula
atinge aquela área.
Supondo que o núcleo
tem uma densidade numérica
, a taxa de reação
por unidade de volume será dada pelo produto
e pelo fluxo
de partículas
. Supondo que o fluxo de partículas
é dado pela translação uniforme, com velocidade
, de
partículas com densidade
, ou seja, o fluxo é
.
A taxa de reações será então dada por
| (1.68) |
onde
é o delta de Kronecker
[Leopold Kronecker (1823-1891)]
(
,
,
se
).
Este último fator leva em conta que não devemos
contar duplamente as partículas idênticas.
A velocidade
é a velocidade relativa entre as partículas
e
.
Se o gás estiver em equilíbrio termodinâmico, existe
um espectro de velocidades
, definido de modo que
Neste caso,
representa a probabilidade que a velocidade
relativa esteja no intervalo
e
, e a taxa de reação
total, por unidade de volume será dada por:
|
(1.69) |
Como um estado
com uma largura energética natural
,
pelo princípio da incerteza, decai em um tempo
,
definido como
 |
(1.69a) |
a probabilidade de decaimento pelo canal
é dada por:
 |
(1.69b) |
onde
 |
(1.69c) |
é o tempo de vida médio total do estado com largura natural
; de modo que a probabilidade de
decaimento pelo canal
pode ser expressa como:
 |
(1.69d) |
Portanto, o fator
nos dá a probabilidade
de reagir
, resultando em
.
 |
(1.69e) |
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Modificada em 20 set 2001