As estrelas são consideradas binárias
próximas quando ocorre transferência
de massa em alguma fase de sua evolução.
Se definirmos J
como o momentum angular total em
relação ao centro de massa:
 |
(1) |
Resolvendo para a:
 |
(2) |
logo,
se a massa total e o momentum angular forem conservados durante
a transferência de massa,
 |
(3) |
com
.
Esta equação nos dá a relação entre a massa transferida e a
mudança na separação entre as estrelas.
Para uma estimativa da ordem de grandeza, podemos expressar
o raio da esfera com o mesmo volume que o lóbulo
de Roche da componente i
como:
Existem quatro maneiras de preencher o lóbulo de Roche:
- crescimento de uma das componentes por evolução.
- redução da separação a entre as componentes
por emissão de vento magnético ou ondas gravitacionais.
- aumento de raio da receptora de massa
por rejeição do material acretado ou
ignição termonuclear na base da camada acretada.
- colisão da binária com outra estrela de
um aglomerado denso que reduza a separação a
entre as componentes.
Quando a transferência de massa se inicia:
- se a doadora não tinha envelope convectivo,
o lóbulo de Roche continua cheio e portanto
continua a transferência de massa até que
a razão das massas se inverta:
.
- se a doadora já possuia envelope convectivo, ela continua
perdendo massa até que a massa do envelope de hidrogênio
, como nas estrelas
sdO e sdB.

Órbita da matéria que passa pelo L1, de acordo com os cálculos de
Brian P. Flannery
(1975, Astrophysical Journal, 201, 661).
Omar Gustavo Benvenuto, María Alejandra De Vito, Leandro Bartolomeo Koninckx, Maite Echeveste, María Leonela Novarino & Jorge Ernesto Horvath (2025,
Stellar Evolution in Close Binaries: Processes and Outcomes, Astronomische Nachrichten, 346, e70034)
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Astronomia
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