A teoria eletrofraca padrão, desenvolvida independentemente por
Sheldon Glashow (1932-),
Steven Weinberg (1933-) &
Abdus Salam (1926-1996)
preve que os neutrinos não têm massa. Teorias de grande unificação (GUT) baseadas em grandes
grupos, acima de SU5, geralmente prevêm neutrinos com massa.
Partículas Majorama [Ettore Majorana (1906-1938), 1937, Nuovo Cimento, 14, 171] são indistingüíveis de suas
antipartículas, enquanto partículas de Dirac são diferentes de suas antipartículas. Os neutrinos de
Dirac podem ter momentum magnético, mas os Majorana não.
Ralph Asher Alpher (1921-2007),
James W. Follin Jr. (1920-2007),
e Robert C. Herman (1922-1997), em 1953, no Physical Review, 92, 1347,
explicitaram que a natureza da espécie de neutrinos
(Dirac versus Majorana) afeta a razão de congelamento de nêutrons-para-prótons,
n/p, e portanto a abundância primordial de hélio.
A massa máxima do neutrino pode ser estimada da diferença de
massa entre o trítio e o
3He.
No decaimento do trítio, a massa do neutrino limita a energia máxima
do 3He,
que é 65,4 eV para os átomos neutros, mas precisamos corrigir pela energia dos elétrons, que
chega a 27,2 eV para o trítio e 40,8 eV (25%) ou 48,4 eV (1,4%), em relação ao estado
fundamental, que ocorre em 70% dos casos.
O limite para a massa do neutrino do
elétron, pelo decaimento do trítio é
2,2 eV, com 95% de certeza
(Neutrino muon: m < 170 keV,
neutrino tau: m < 15.5 MeV).
Um reator nuclear com potência térmica de 2800 MW emite cerca de
/s,
com energias até 8 MeV, vindos principalmente (69%) do decaimento do
. As oscilações
entre os neutrinos tipo i e j são periódicas com um comprimento de onda L, em que a fase
muda por 2π, no vácuo, de
Nos experimentos, os neutrinos são detectados por
HeNo Kamiokande, o elétron espalhado pelo neutrino sai na mesma direção do neutrino incidente, indicando a direção da fonte.
Embora os neutrinos do muon e do taon só interajam por correntes neutras (troca de
), os
neutrinos dos elétrons interagem com elétrons também por correntes carregadas (troca de
).
Os experimentos solares são compatíveis com oscilações de neutrinos se
Maria Concepion Gonzalez-Garcia, Michele Maltoni e Jordi Salvado, no
artigo de revisão de 2011
Updated global fit to three neutrino mixing: status of the hints of θ1,3>0,
discutem que ainda não há provas suficientes de que o neutrinos dos elétrons e táons se misturam diretamente.
Se os neutrinos estavam em equilíbrio com os fótons no início do Universo, podemos calcular a
densidade de bósons e férmions ultrarelativísticos:
As densidades de energia são dadas por:
Referências:
-
eV
, desde que
.
Ko Abe e colaboradores publicaram em 2011,
no
Physical Review D, 83, 052010, os resultados dos
dados de 2002 a 2010, com um total de 8132 neutrinos detectados no
SuperKamiokande,
concluindo, com
um nível de confiança de 99,99%,
que a não detecção dos neutrinos faltantes somente é consistente
com a oscilaçao de neutrinos, isto é, na transformação dos neutrinos,
após produzidos e antes de serem detectados, de neutrinos de
elétrons para neutrinos de múons ou de táons, com
m2,1=7,6±0,02 meV,
com ângulo de mistura sen2θ1,2=0,31±0,01,
enquanto sen2θ1,3<0,060 com 95% de confiança.
Nesta nomenclatura, 1=νe, 2=νμ e 3=ντ.
é o número de possíveis estados de spin, 2 para fótons e
neutrinos Majorana e 4 para férmions de Dirac, e
.
. Esta razão se mantém inalterada quando
os neutrinos se desacoplam, isto é, não estão mais em equilíbrio.
Em
s quando os pares
se aniquilam e contribuem
para a energia dos fótons, a entropia (proporcional a
) é
conservada e desta forma o número de fótons aumenta por um fator
1+7/4=11/4, de acordo com
(3)
e (4).
Considerando que
fótons/cm3,
concluímos que a densidade de cada tipo de neutrino Majorana é
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Modificada em 5 set 2011