No Sistema Solar, o maior planeta é Júpiter, com
MJúpiter=318 MTerra e MSol=1047 MJúpiter.
Entretanto a distribuição de número de objetos versus massa é contínua,
e outra definição, usada no
Catálogo de Planetas Extrassolares,
é
objetos com massas menores que 25 massas de Júpiter, pois
existe um forte redução do número de objetos com esta massa,
aumentando tanto para maiores massas quanto para menores massas.
O primeiro planeta extrassolar descoberto foi HD 114762 b, em 1989,
com cerca de 12 MJúpiter,
por David W. Latham,
Robert P. Stefanik, Tsevi Mazeh, Michel G. E. Mayor (1942-) & Gilbert Burki
publicado na Nature, 339, 38,
mas não foi
classificado como um planeta na época, e sim como uma anã marrom.
Desde 1992, pelo menos 763 planetas extrassolares já
foram descobertos, a grande maioria por métodos indiretos;
conforme o planeta vai avançando em sua órbita ao redor de uma
estrela,
sua força gravitacional
atrai a estrela para si (lei de ação e reação
de Newton). Durante um período completo (tempo que leva para
que o planeta complete uma órbita inteira), a
posição
da estrela sofre uma
oscilação, causada pela gravidade do planeta.
É esse "bamboleio" que indica aos astrônomos a presença de
astros orbitando essas estrelas. Quanto maior a massa do planeta, maior o
"bamboleio" da estrela. Os planetas são em geral um milhão de vezes menos
luminosos que as estrelas, e estão muito próximos delas.
Júpiter está a 5,2 unidades astronômicas (UA) do Sol, sendo 1 UA = distância Terra-Sol = 150 milhões de km. Logo
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Como o seno de qualquer ângulo é sempre menor que 1, a massa real será maior ou igual à massa medida.
O bamboleio da estrela pode ser medido através do deslocamento Doppler (AVI) das linhas espectrais das estrelas, isto é, medindo a velocidade.Os planetas medidos têm em geral massas próximas à massa de Júpiter (MJúpiter=317 MTerra e MSol=1047 MJúpiter) e períodos orbitais menores que 10 anos, de modo que sua perturbação na velocidade orbital radial da estrela seja maior que 1 m/s, o limite instrumental atual. Júpiter, com PJúpiter=12 anos, causa uma velocidade do Sol em torno do centro de massa de 12 m/s.
De 763 planetas extrassolares medidos até abril de 2012:



Em 2 de setembro de 2011, foi anunciada por Francesco Pepe e colaboradores a descoberta do planeta HD 85512 b, com 3,6 MTerra e a 0,26 UA de sua estrela, dentro da zona de habitabilidade de sua estrela, que tem 4400 K e está a cerca de 50 anos-luz de distância.

Em feveiro de 2009 o grupo do satélite COROT divulgou a detecção de COROT-Exo-7b, com uma massa de (4,8±0,8) MTerra e um diâmetro de 1,65× o da Terra mas que orbita sua estrela a cada 20 horas (Alain Léger et al. 2009, Astronomy & Astrophysics, 506, 287; Didier Queloz et al. 2009, Astronomy & Astrophysics, 506, 303); ele tem densidade média de 5,6 g/cm3 e foi o primeiro planeta extrassolar rochoso confirmado, mas está localizado tão perto de sua estrela, 0,0172 UA, que sua temperatura pode chegar a 2300 C, como o filamento de tungstênio de uma lâmpada incandescente, derretendo rochas de silicato, se existem. A estrela tem outro planeta detectado, com 8,4 MTerra a 0,046 UA da estrela. Sylvio Ferraz Mello et al. (2010), da USP, obtém (8,0±1,2) e (13,6±1,4) MTerra para os dois planetas, reanalizando os mesmos dados. A estrela tem 0,93±0,03 MSol e está a cerca de 490 anos-luz de nós. O planeta Kepler-10b, descoberto em 2011, é similar, com cerca de 4,5 massas terrestres e 1,4 raios terrestres.
O satélite Kepler foi lançado em 6 de março de 2009.
Um foguete
Delta II levou o satélite da NASA Kepler, cuja missão é procurar por planetas tipo terrestres orbitando
na zona habitável de outras estrelas. A zona habitável é aquela com temperatura que permite a existência
de água líquida.
O satélite é capaz de detectar a pequena redução no brilho da estrela quando um planeta passa na frente dela.
O telescópio tem um espelho primário de 1,4m de diâmetro,
com uma abertura efetiva de 0,95m.
Conta com 42 CCDs,
cada um com 2200×1024
pixeis, cobrindo um campo de 10°×10°,
e está observando 156 mil estrelas de magnitudes 9 a 16.
Ele é capaz de detectar um trânsito de um planeta
como a Terra (variação de 1/12000) para estrelas mais brilhantes que
magnitude 12. A variabilidade intrínseca do Sol é da ordem de 1/100 000).
Ele já detectou 61 planetas até agora, em torno de 35 estrelas, um deles o
Kepler 11f,
com 2,3 massas terrestres mas com densidade de 0,7 g/cm3, e
Kepler 11b com 4,6 massas terrestres, mas somente 1,4 raios terrestres,
densidade de 3,1 g/cm3 e
um período orbital de 0,84 dia, 20× mais próximo de
sua estrela Kepler 11,
do que Mercúrio está do Sol. A estrela é muito similar ao Sol.

Comparação
do sistema planetário
da estrela Kepler 11 com o Sistema Solar. O tamanho dos planetas
está aumentando 50× em relação ao tamanho das estrelas.
Philip S. Muirhead e colaboradores, publicaram em janeiro 2012, a detecção de três planetas em torno da estrela de baixa massa KOI 961, com 0,13±0,05 MSol, e propõem que os planetas tenham raios menores do que o da Terra, com o menor deles similar a Marte, com raio 0,57±0,18 RTerra, o menor planeta em torno de uma estrela normal já detectado.
O sistema Kepler 20, em torno da estrela 2MASSJ19104652+4220194, com Tef=5455±100 K, massa 0,912±0,034 MSol e raio 0,944±0,005 RSol, tem pelo menos 3 sub-netunianos, com massas 8,7±2,2 MTerra, 16,1±3,5 MTerra, e 20,1 MTerra, e raios 1,91±0,16 RTerra, 3,07±0,25 RTerra e 2,75±0,23 RTerra [Thomas N. Gautier III e outros, 2012, Astrophysical Journal, 749, 15, e ainda 2 outros possivelmente com raios similares à da Terra, 1,03 RTerra e 0,87 RTerra [François Fressin e outros, 2012, Nature, 482, 195].
1235 candidatos a planetas anunciados até agosto/2011, somente 68 (menos de 6%) são do tamanho da Terra, muito menos do que esperado. Mas o problema é que a variação média das estrelas (20 partes-por-milhão) é maior do que a do Sol (10 ppm).

como o planeta extrassolar com (5±2) massas de Júpiter, T=1250±200 K, fotografado em 2004
com um dos telescópios de 8,2 m do ESO, companheiro de uma anã-marrom,
com 25 massas de Júpiter, pelo time liderado por Gael Chauvin (Chauvin et al. 2004,
Astronomy & Astrophysics, 425, L29).
Ele está a 230 anos-luz, em TW Hydrae, e tem 8 milhões de anos. Sua separação da estrela
corresponde a 55 UA (778 milisegundos de arco).
Em setembro de 2008, Dr. David Lafrenière,
Prof. Ray Jayawardhana e
Prof. Marten van Kerkwijk, da Universidade de Toronto, usam o
telescópio Gemini,
de 8 metros de diâmetro, para fotografar
e obter o espectro de um planeta extrassolar gigante, com 17±6 MJúpiter,
em torno da estrela CT Cha.
A estrela é uma K7V, com 0,85 MSol,
com Tef=4100K, a cerca de 500 anos-luz da Terra,
o planeta tem
Tef=1800K, é cerca
de 8 magnitudes mais fraco que a estrela, e está a cerca de 330 UA dela.
Combinação de imagens do Gemini (8m) e Keck (10m)
por Christian Marois e colaboradores, do Canadá,
de novembro de 2008, mostra que
existem pelo menos três
planetas no sistema da estrela HR 8799,
com massas entre 5 e 13 massas de Júpiter.
Eles obtiveram a primeira imagem de um sistema planetário extrassolar, a 130 anos-luz, na constelação de Pegasus. A estrela é jovem e tem 1,5 MSol.
Planeta extrassolar com 8 MJúpiter, a 8,5 UA de sua estrela, β Pic, descoberto com o coronógrafo NACO no VLT do ESO..
Desde 2011 foram descobertos mais 12, todos gigantes, em torno de estrelas normais, anãs brancas ou anãs marrons.
Órbitas dos planetas internos do sistema solar, em branco, e algumas
órbitas de planetas extrassolares, em cinza, para diferentes estrelas.


Fotos de discos proto-planetários, obtidos com o Telescópios Espaciais Hubble (HD 107146, a 88 anos-luz e com cerca de 50 a 250 milhões de anos)
e Spitzer (AU Mic, a 32 anos-luz e com 12 milhões de anos).

Imagem do disco e planeta em torno de Fomalhaut
(α Piscis Austrini, uma estrela A com
200±100 milhões de anos a 25 anos-luz de distância),
com o Telescópio Espacial Hubble,
com período de 872 anos em torno da estrela a 25 anos-luz, na constelação do Peixe Austral.
A estrela tem 2,06 MSol, Tef=8540 K, e o planeta cerca de
3 MJúpiter, a 119 UA da estrela (Paul Kalas et al. 2008, Science, 322, 1345).
A primeira detecção de matéria asteroidal em torno das estrelas ocorreu em 2008
com a descoberta de piroxeno rico em ferro,
enstatita (piroxeno rico em Mg) e
forsterita (olivina - silicato de ferro magnésio)
em torno da anã branca G 29-38 e cerca de 20 anãs brancas já são conhecidas
com material asteroidal caindo sobre a estrela, depois da disrupção por
forças de maré.
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