A melhor maneira de estudar o bojo central é usando comprimentos de onda mais longos, como infravermelho e radio, que atravessam mais livremente a poeira e o gás do disco.
Observações em rádio indicam que no centro da Galáxia existe um um anel molecular de 3 kpc de diâmetro, envolvendo uma fonte brilhante de rádio, Sagitário A, que marca o centro.
Estudos no infravermelho indicam a existência de um grande aglomerado estelar, com uma densidade de estrelas de 106 MSol/pc3, um milhão de vêzes mais densa do que nas proximidades do Sol. O movimento do gás e das estrelas no núcleo indica que ali existe um objeto compacto, provavelmente um buraco negro com massa de 4,3 milhões de massas solares {[4,3±0,2(estatístico)±0,3(sistemático)] milhões de massas solares, 2009, Stefan Gillessen, Frank Eisenhauer, Tobias K. Fritz, Hendrik Bartko, Katie Dodds-Eden, Oliver Pfuhl, Thomas Ott & Reinhard Genzel, "The orbit of the star S2 around SgrA* from VLT and Keck data", 2009arXiv0910.3069G.}.
Observações desde 2001
em raio-X confirmam que o núcleo da
Galáxia é um lugar violento, com flares diários, onde
além do buraco negro central
supermassivo, existe grande quantidade de gás ionizado, e centenas
de anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros.
O buraco negro possivelmente está dentro de uma bolha, criada por
uma explosão de uma supernova próxima a ele cerca de 10 a 50 mil anos atrás,
detectada por Frederick K. Baganoff et al. (2003,
Astrophysical Journal, 591, 891) como dois lobos de gás quente na
posição de 2h e 7h na imagem à direita
[Robert Irion (2003, Science, 300, 1356)].
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